sábado, maio 01, 2010

junho

uma felicidade sem fim
um fim de felicidade
estava tudo tão bem
numa queda
busquei encontrar
os anos passaram tão rapidamente
e este... lentamente corroendo
os braços abertos
são nove dias, nove dias
um livro
uma música
uma fotografia
uma promessa
uma madrugada fria
as horas passam
os arrepios não cessam
cessam
uma febre perdendo os sentidos
uma cadeira de rodas
um travesseiro que chora baixinho
ninguém ouve
o delirar
entre dentes
os olhos tentam encontrar o mais profundo da escuridão
abandono
parece não morar ninguém mais aqui
os móveis, os corredores
dizem que de dia há muito movimento
são nove dias, nove dias
repetia ela
aguarde, são nove dias
seis meses.
pe(r)dido em sombra...

Um comentário:

Anônimo disse...

Que Belo poema, é mesmo muito bom saber, que enquanto te assombro sou recompensado para voltar noutros dias mais quentes, por que onde escreve estes poemas está muito frio "Nossas Palavras expressam aquilo que há em abundância no coração"
Um Viva a morte! (por que a vida me dá o direito)
Mas não convém... um forte abraço grande poeta.

Paz.