segunda-feira, agosto 31, 2015

...um sonho bom

Há quem diga a ela que tudo isso não passa de uma loucura. Mal sabem eles que, o que esperava por toda a sua vida era uma chance para tornar todos aqueles sonhos em realidade. Numa tarde qualquer, ela esperou a chuva chegar e junto a ela, uma liberdade traduzida em sorriso que iluminava o arco-íris que pairava sob o céu azul. E, sem pressa caminhou por entre as nuvens de algodão que tocavam sua alma...sentindo assim que não precisava mais esconder-se do mundo. Já cansada, deitou-se sobre a grama ainda molhada e esperou a noite chegar, suavemente as estrelas abrilhantavam ainda mais seu olhar, e a lua, (re)coloriu todo um universo...somente para ela...
...da janela da varanda, ele olhava a chuva que ainda caia do céu azul e junto a ela, as lembranças de um amor que um dia tornava seu mundo real...uma dor pungente n’alma. Ele espera que ainda possam encontrar-se...as lembranças continuam vivas em seus pensamentos, no jardim de rosas vermelhas que ainda cultiva para ela...isto faz com que possa senti-la em cada pétala vermelha que nasce, em cada rosa que se abre, em cada sonho que ainda vive em seus olhos melancólicos...ela vive na chuva que caiu no final da tarde de ontem, na grama molhada do quintal, no arco-íris daquele céu azul, nas estrelas que estão gravadas em seu olhar...ele sabe que ela estará sempre ali. Os ponteiros do relógio acusam o adiantado das horas, e num suspiro desesperado para que os deuses possam traze-la de volta, ele tece uma prece...seu corpo desfalecido em esperança sobre os lençóis brancos de cetim, encolhe-se, tentando ignorar toda aquela dor que está sentindo, seus braços se cruzam guardando um último abraço... seus olhos já cansados fecham-se lentamente...e então, sem que ele perceba ela vem como um sonho bom...
“Dorme.
...uma história de fada.
Dorme.
(...)
Minha criança sentimental,
amanhã...
Dorme.
...eu te beijarei com o sol
Dorme.
Nanam...”


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