hoje estive fazendo uma limpeza na alma
foi assim que tão depressa decidi que as coisas velhas pertenceriam ao lixo
e como esquecer que na alma não existem lixeiras, apenas separação de reciclagem
hoje não gosto de lembrar disto, mas amanhã quem sabe
as cortinas balançam com o movimento do vento
e a música suave embalando os olhos que tentam abandonar o velho
a página vazia
estar sozinho, e logo perceber que o presente torna-se depressa demais passado
e que se ontem não existiu, histórias de anos também não foram contadas
arrependimentos
e ausência da saudade
o que não posso desvencilhar da alma
guardo aqui, em páginas negras em letras vermelhas
que no próximo ano se tornarão amarelas
o dia tão desbotado pedindo ajuda à tardezinha que se aproxima em tons de cinza
fracos tão fortes que atrapalham a estrada de volta
sem leveza alguma
desprende
tenta flutuar
nas lacunas da vida sem sentido
e se algum dia ela faltar
lembre-se de não guardar tantos anos as palavras suspensas no ar
lembre-se que a cada passo dado houve alguma coisa deixada para trás
esquecer do que é essencial para sobrevivência e lembrar o inútil sentimento que muitos não sabem o que sentem...
esse foi meu maior erro
deixar que o tempo passasse, sem ao menos lembrar de cultivar flores...
as árvores...
secaram todas, ao serem regadas todos os dias com as lágrimas de arrependimento...
sem volta.
sem volta...
foi assim que tão depressa decidi que as coisas velhas pertenceriam ao lixo
e como esquecer que na alma não existem lixeiras, apenas separação de reciclagem
hoje não gosto de lembrar disto, mas amanhã quem sabe
as cortinas balançam com o movimento do vento
e a música suave embalando os olhos que tentam abandonar o velho
a página vazia
estar sozinho, e logo perceber que o presente torna-se depressa demais passado
e que se ontem não existiu, histórias de anos também não foram contadas
arrependimentos
e ausência da saudade
o que não posso desvencilhar da alma
guardo aqui, em páginas negras em letras vermelhas
que no próximo ano se tornarão amarelas
o dia tão desbotado pedindo ajuda à tardezinha que se aproxima em tons de cinza
fracos tão fortes que atrapalham a estrada de volta
sem leveza alguma
desprende
tenta flutuar
nas lacunas da vida sem sentido
e se algum dia ela faltar
lembre-se de não guardar tantos anos as palavras suspensas no ar
lembre-se que a cada passo dado houve alguma coisa deixada para trás
esquecer do que é essencial para sobrevivência e lembrar o inútil sentimento que muitos não sabem o que sentem...
esse foi meu maior erro
deixar que o tempo passasse, sem ao menos lembrar de cultivar flores...
as árvores...
secaram todas, ao serem regadas todos os dias com as lágrimas de arrependimento...
sem volta.
sem volta...

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